ara o empresário Pedro Tassi, o objetivo de participar do Seminário “Negócios Internacionais: Desafios e Oportunidades para o Aumento da Competitividade Empresarial” foi estudar o mercado chinês. “Esse interesse pelo mercado internacional vem desde a participação no Einne-Encontro Internacional de Negócios do Nordeste, que me rendeu uma negociação com Argentina pra onde já vamos enviar molho de pimenta. Agora, queremos conhecer e explorar novos mercados. E sabemos do potencial econômico da China no mundo, por isso o interesse.”
Barreiras foi a terceira cidade da Bahia a sediar o circuito de lançamento do Programa de Competitividade para Internacionalização de Micro, Pequenas e Médias Empresas, que aconteceu também em Salvador e Feira de Santana. O Seminário em Barreiras aconteceu nesta quinta-feira, 18, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).
O especialista no mercado chinês, Vladmir Milton Pomar, foi o palestrante. Ele fez um levantamento histórico da China e apontou números que comprovam que o país tende a se tornar o maior mercado consumidor até 2020. E sugeriu algumas ações para se negociar com a China como, entender a concorrência, visitar o país, participar de feiras, estudar o mercado, firmar parceria com governos locais, estudar a China. “Micro e pequenas empresas conseguem entrar nesse mercado se estiverem unidas, contando com a mediação de instituições como o Sebrae.”
O coordenador do Sebrae em Barreiras, Emerson Cardoso, avaliou o Seminário como uma oportunidade para que os empresários conheçam a relação com o mercado internacional. “A ideia é que eles compreendam que é possível a negociação com a China e que deem os primeiros passos para atuar no mercado exterior.”
O presidente da CDL de Barreiras, Alberto Celestino, entendeu o seminário como uma grande oportunidade para o comércio local. “Temos que nos unir para atrair os chineses como investidores e para vender nossos produtos lá.”
O vice-prefeito de Barreiras e também secretário de indústria, comércio e serviços, Paê, acompanhou o seminário e concluiu que o comércio da China é muito dinâmico e que é preciso se preparar para negociar com o mercado internacional. “Essa experiência da construção de uma esmagadora de soja por um grupo chinês aqui em Barreiras já é o primeiro passo para uma aproximação e para outras negociações.”
O diretor da Federação das Associações Comerciais do Estado da Bahia, Sérgio Gomes, diz que a China vai fortalecer o mercado interno e gerar imensa capacidade de compra. “Por isso é importante que as micro e pequenas empresas do Brasil tenham um olhar voltado para esse país disposto a investir e a comprar.”
O Programa de Competitividade para Internacionalização de Micro, Pequenas e Médias Empresas da Bahia conta com os seguintes parceiros: Governo do Estado da Bahia, Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Centro Internacional de Negócios da Bahia (CIN-Fieb), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio), Federação de Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Federação das Associações Comerciais (Faceb), Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Correios e instituições financeiras.