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Comércio varejista baiano cresce 4,7% em dezembro de 2013

As informações da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), apontam que a Bahia registrou um aumento nas vendas do comércio varejista em 4,7%, no mês de dezembro, em relação a igual mês do ano passado. O resultado coloca o estado na décima quarta posição em relação ao cenário nacional. A variação também superou a nacional, que registrou taxa positiva de 4,0%, considerando a mesma base de comparação. A pesquisa é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

Na análise sazonal, o varejo na Bahia apresentou pequena queda de 0,2%, inferior à taxa de novembro, de 0,9%. A moderação no ritmo de crescimento dos negócios, na comparação entre novembro e dezembro de 2013, representa a desconfiança dos consumidores quanto ao cenário econômico em 2014. O ritmo de expansão no volume de negócios na Bahia já era esperado em função da expectativa de redução da demanda no Natal. Conforme dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) as empresas não elevaram os estoques, que foram de 6,1% em 2013. Em 2012, a ampliação nos estoques foi de 8,3%, nessa mesma base de comparação.

DESEMPENHO DO VAREJO POR RAMO DE ATIVIDADE – Em dezembro de 2013, os dados do comércio varejista do estado, quando comparados a dezembro de 2012, revelam que seis de um total de oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados positivos. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Livros, jornais, revistas e papelaria (26,7%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (19,0%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (12,0%); Combustíveis e lubrificantes (10,1%); Móveis e eletrodomésticos (8,1%); e Tecidos, vestuário e calçados (1,9%). Quando observado o segmento Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação constata-se taxa negativa de 0,4% e 25,0%, respectivamente. Para os subgrupos de Super e hipermercados, o resultado apurado foi negativo em 0,5%, enquanto o de Móveis, e de Eletrodomésticos registraram expansão de 3,2%, e 12,3%, respectivamente.

Na Bahia, o comportamento das vendas no mês de dezembro para o comércio varejista restrito foi determinado pelos segmentos de Combustíveis e lubrificantes, Móveis e eletrodomésticos, e Outros artigos de uso pessoal e doméstico. Em contrapartida, o segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação contribuíram para amenizar o crescimento registrado pelo setor nesse mês.

O maior impulsionador das vendas em dezembro foi o segmento de Combustíveis e lubrificantes. O registro, pelo terceiro mês consecutivo, de uma taxa positiva consolida a mudança de comportamento do setor, que apresentou por doze meses (outubro/2012-setembro/2013) taxas negativas. Esse desempenho, segundo informações do IBGE, foi determinado não somente pelo comportamento dos preços dos combustíveis (6,1%), que ficou próximo à média geral de 5,9% de acordo com o IPCA, mas também pelo crescimento da frota estadual de veículos.

A expansão de 8,1% registrada para o segmento de Móveis e eletrodomésticos posiciona esse segmento como o segundo maior impulsionador dos negócios no último mês de 2013, para o varejo baiano. A política de incentivo ao consumo feita pelo governo, através da manutenção de alíquotas de IPI reduzidas para os produtos comercializados nesse ramo, bem como o programa Minha Casa Melhor, foram determinantes para justificar o comportamento desse segmento no ano. Quando desagregado, observa-se que a maior contribuição veio das vendas de eletrodomésticos, embora a desvalorização cambial tenha comprometido a venda de alguns produtos eletrônicos comercializados pelo ramo.

A terceira posição coube a Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com um crescimento de 12,0% nas vendas. Por englobar ramos como lojas de departamento, que comercializam produtos de menor valor agregado, bem como ótica, artigos esportivos, brinquedos, etc. o aquecimento nos negócios realizados no segmento foi influenciado pelas comemorações natalinas, período de alta do consumo.

Por outro lado, amenizando o ritmo de crescimento nas vendas do varejo, destaca-se o segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. Segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista, o setor teve sua atividade foi influenciada pela inflação e limitação no crescimento da renda.

O segmento Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação foi o segundo dos ramos que compõem a pesquisa, a registrar em dezembro variação negativa (-25,0%). O seu comportamento continua sendo influenciado pelo ao aumento de preços dos eletroeletrônicos, e ao menor ritmo de expansão do crédito.

COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO – O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em dezembro expansão de 2,0% nas vendas. No ano de 2013 a expansão no volume de negócios foi de 1,8%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação negativa de 6,2% em dezembro, em relação a igual mês do ano anterior. Houve uma redução na aquisição dos produtos comercializados no setor, em comparação ao comportamento no mês imediatamente anterior (-0,8%). A diminuição é explicada pela maior rigidez na concessão de créditos, elevação da taxa básica de juros e menor dinamismo do consumo das famílias. No que tange ao segmento Material de Construção, este apresentou em dezembro crescimento de 11,1% nas vendas em relação a igual mês do ano passado. Esse comportamento continua sendo reflexo dos incentivos fiscais do governo, através da redução do IPI, que deverão vigorar até dezembro, e das condições favoráveis do crédito habitacional, somado ao programa governamental “Minha Casa Minha Vida”.

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