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Em maio, comércio varejista baiano cresce 4,4%

O volume de vendas no comércio varejista baiano apresentou ritmo de crescimento mais intenso no mês de maio de 2013, quando observado os últimos três meses. Segundo informações da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o varejo na Bahia registrou crescimento de 4,4% nos negócios, em relação a igual mês do ano passado. Esse mesmo comportamento foi observado no varejo nacional, quando a taxa de crescimento variou positivamente em 4,5%, em relação a igual mês do ano anterior. A expansão de 0,2% no volume de vendas na Bahia, na comparação entre maio de 2013 e abril de 2013, revela estabilidade no comportamento do setor. Esses dados foram apurados por essa pesquisa realizada em âmbito nacional e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

A moderação no crescimento nas vendas do comércio baiano, considerando o ajuste sazonal, é explicada em parte ao quesito que avalia o otimismo com a situação financeira das famílias nos seis meses seguintes. De acordo a Sondagem de Expectativas do Consumidor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) variou negativamente em 0,4% entre abril e maio de 2013. Ainda segundo a FGV houve uma redução na parcela de consumidores que projetam uma melhora na situação financeira, passando de 41,3% para 38,7%.

Esse comportamento retraído do consumidor influenciou o volume de vendas no mês de maio de 2013, dado que em maio é comum a ampliação dos gastos do consumidor por conta da comemoração do dia das mães. Assim, apesar do crescimento apresentado no mês maio ser considerado satisfatório, ainda não é suficiente para animar as análises sobre o setor, uma vez que essa variação é a mais baixa da série para o mês de maio, desde o mesmo mês de 2004, quando a taxa foi positiva em 8,3%.

DESEMPENHO DO VAREJO POR RAMO DE ATIVIDADE – Em maio de 2013, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a maio de 2012, revelam que sete de um total de oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados positivos. Listadas pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (36,6%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (19,1%); Livros, jornais, revistas e papelaria (13,2%); Tecidos, vestuário e calçados (10,9%); Móveis e eletrodomésticos (10,8%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (3,8%), e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,8%)Para o subgrupo de Super e hipermercados o resultado apurado foi positivo em 5,6%. O único segmento que registrou queda, sendo a oitava consecutiva foi Combustíveis e lubrificantes com variação de negativa de 13,5%.

O comportamento das vendas no mês de maio foi determinado pelo segmento Outros artigos de uso pessoal e doméstico que expandiu as vendas em 36,6%. Esse desempenho é atribuído à comemoração do dia das mães e também ao efeito base. A segunda maior contribuição para o varejo baiano decorreu do segmento de Móveis e eletrodomésticos que registrou a taxa de 10,8% no volume de vendas em relação a maio de 2012. Esse resultado decorre da política de incentivo do governo com a manutenção do IPI reduzido para os artigos desse segmento, além da disponibilidade do crédito.

 

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo com uma variação de 1,8% exerceu o terceiro maior impacto para composição da taxa do Indicador do Comércio Varejista. Apesar do aumento de preços verificados na atividade, a comemoração do dia das mães e o comportamento do mercado de trabalho impulsionaram as vendas no setor. Segundo dados da PED- RMS a taxa de desemprego de maio ficou em 19,7%, sinalizando uma suave queda após sucessivos aumentos.

COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO – O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em maio acréscimo de 5,7% nas vendas, em razão do comportamento dos dois segmentos que compõem o setor do varejo ampliado terem registrado crescimento nesse mês. No acumulado dos últimos 12 meses a expansão no volume de negócios foi de 8,8%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação positiva de 9,4% em maio, em relação a igual mês do ano anterior. Esse resultado pode ser atribuído ao efeito base, já que em igual mês do ano passado as vendas caíram 1,4%, e ao fato do governo anunciar o congelamento do IPI para automóveis até o final do ano. No que tange ao segmento Material de Construção, este apresentou em maio crescimento de 2,8% nas vendas em relação a igual mês do ano passado.

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