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Taxa de desemprego estável na RMS

A Região Metropolitana de Salvador registrou, em julho de 2012, uma taxa de desemprego total de 17,8% da População Economicamente Ativa (PEA). O valor representa uma queda de 0,6% (0,1 ponto percentual) frente ao observado em junho do mesmo ano (17,9%) e indica relativa estabilidade da taxa de desemprego. Em julho, foram gerados 20 mil postos de trabalho, elevando o contingente de ocupados em 1.675 mil pessoas. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, houve acréscimo no setor de Serviços (17 mil ou 1,7%) e no Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (4 mil ou 1,3%). O setor de Indústria de Transformação apresentou redução de 2% (3 mil) do número de ocupados, enquanto a Construção se manteve estável.
No período, o contingente de desempregados foi estimado em 363 mil pessoas, 2 mil a mais que no mês anterior. Esse resultado deve-se à geração de postos de trabalho (20 mil) em número semelhante ao de pessoas que passaram a fazer parte da PEA (22 mil). Luis Chateaubriand, analista técnico da SEI, avalia: “O crescimento da ocupação mantém a expectativa de melhoria no mercado de trabalho para o segundo semestre”.

No mês em análise, a taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – aumentou de 59,4% para 59,9%. O resultado foi captado pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, Seade e Setre.
Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados teve um acréscimo em relação ao mês anterior (7 mil ou 0,6%). Houve aumento do contingente no setor público (9 mil ou 5,7%) e relativa estabilidade no setor privado (mais 1 mil pessoas ou 0,1%). No interior do setor privado, verificou-se pequena variação negativa no número de trabalhadores com carteira assinada (-3 mil ou -0,4%) e positiva no dos sem carteira assinada (4 mil ou 3,0%). Registrou-se, também, crescimento no número de trabalhadores Autônomos (7 mil ou 2,1%), no de Domésticos (3 mil ou 2,1%) e no agregado “Outras posições ocupacionais”, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócios familiares (3 mil ou 5,2%).

No mês de junho, o rendimento médio real elevou-se para os ocupados (1,1%) e ficou relativamente estável para os assalariados (-0,1%). Os valores dos rendimentos foram estimados em R$ 1.027 e R$ 1.122, respectivamente. No mesmo período, a massa de rendimentos reais aumentou para os ocupados (1,9%) e manteve-se relativamente estável para os assalariados (-0,4%).

Comportamento em 12 meses
Em relação a julho de 2011, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 15,6% para os atuais 17,8% da PEA. O aumento da taxa de desemprego total deveu-se às elevações da taxa de desemprego aberto, que passou de 10,6% para 12,4%, e da taxa de desemprego oculto, que passou de 5,0% para 5,5%.
No mesmo período, o contingente de desempregados aumentou em 72 mil pessoas, como resultado do crescimento do número de postos de trabalho (101 mil) inferior ao acréscimo da PEA (173 mil). A taxa de participação aumentou, ao passar de 56,3% para 59,9%. Armando Castro, diretor de Pesquisas da SEI, comenta o resultado: “A ocupação na Região Metropolitana de Salvador, nos últimos 12 meses, cresceu 6,4%, o que significa 101 mil pessoas encontrando trabalho entre julho de 2011 e julho de 2012. É um número bastante expressivo, que não seria possível sem as medidas de expansão de renda e consumo que se consolidaram no país nos anos recentes”.
Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 6,4%, passando de 1.574 mil pessoas para 1.675 mil. O nível ocupacional cresceu em todos os setores de atividade econômica analisados: nos Serviços (47 mil ou 4,9%), na Construção (30 mil ou 22,7%), no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (21 mil ou 7,0%), e na Indústria de transformação (3 mil ou 2,1%).

Segundo a posição na ocupação, o emprego assalariado cresceu (61 mil ou 5,7%), devido aumento do contingente do setor privado (91 mil ou 10,4%), visto que o trabalho assalariado no setor público diminuiu (29 mil ou 14,9%). O setor privado registrou acréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (78 mil ou 10,4%) e entre os sem carteira assinada (13 mil ou 10,6%). Houve elevação nos contingentes de Autônomos (20 mil ou 6,2%), de Domésticos (17 mil ou 13,4%), e do agregado Outras Posições Ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar (3 mil ou 5,2%) .
Na comparação com junho de 2011, o rendimento médio real decresceu para os ocupados (7,4%) e para os assalariados (8,0%). Na mesma base de comparação, a massa de rendimentos diminuiu entre os ocupados (1,9%) e os assalariados (3,8%). Nos dois casos devido ao decréscimo no rendimento médio real, já que o nível ocupacional aumentou.

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